Uma extensão de chamada é o número de telefone que aparece junto do anúncio, com um botão para ligar. Compensa quando há alguém a atender nas horas em que o botão está ligado e quando sabe contar o que as chamadas lhe trazem. Medimos as chamadas de 12 contas nossas e o retrato é este: 2.314 chamadas em 90 dias, 40,2% fora do horário de escritório e 1 em cada 4 chamadas recebidas desligada em menos de 30 segundos.
A Google passou a chamar-lhe recurso de chamada, mas a maior parte dos gestores e dos clientes ainda diz extensão. Neste artigo usamos os dois nomes para a mesma coisa.
O que medimos nas contas que gerimos
A 4 de Novembro de 2026 lemos, só em modo de leitura, a API do Google Ads de todas as contas ativas que gerimos: 43 contas, nenhuma com falha de leitura. Contámos as chamadas de 6 de Agosto a 3 de Novembro, com o relatório de chamadas da própria Google. Só 12 das 43 contas tiveram alguma chamada.
| O que contámos | Valor |
|---|---|
| Chamadas registadas | 2.314 |
| Atendidas | 2.122 (91,7%) |
| Perdidas | 192 (8,3%) |
| Duração mediana das atendidas | 115 segundos |
| Atendidas com menos de 30 segundos | 531 (25,0%) |
| Fora de segunda a sexta, 9h às 18h | 931 (40,2%) |
| Perdidas dentro do horário | 101 em 1.383 (7,3%) |
| Perdidas fora do horário | 91 em 931 (9,8%) |
| Chamadas feitas tocando no botão do telemóvel | 2.312 de 2.314 |
Três leituras. A primeira: quase todas as chamadas nascem do toque no botão, num telemóvel. Quem usa o computador raramente telefona a partir do anúncio. A segunda: uma chamada atendida de 2 minutos é uma conversa a sério, mas 1 em cada 4 acaba antes dos 30 segundos, que dá tempo de dizer bom dia e perceber que ligou para o sítio errado. A terceira: depois do horário de escritório perdem-se mais chamadas (9,8%) do que dentro dele (7,3%), e são 4 em cada 10.
Duas ressalvas. Uma única conta concentra 1.526 das 2.314 chamadas (66%), por isso estes números são sobretudo o retrato de um tipo de negócio em que o telefone é o canal principal. E não medimos quantas chamadas viraram clientes: o relatório da Google diz que o telefone tocou e quanto durou, não se alguém comprou.
Quantas das nossas contas têm o botão de ligar ligado
Das 43 contas, 29 têm campanhas de Pesquisa ativas. Dessas, 12 (41%) têm um recurso de chamada ativo, na conta ou na campanha. Em campanhas, são 22 das 41 de Pesquisa ativas (54%). Ou seja, mais de metade das contas com anúncios de pesquisa não deixa o cliente ligar a partir do anúncio.
Isto não quer dizer que as 17 contas sem o recurso estejam erradas. Quatro delas tiveram, mesmo assim, 441 chamadas, que vêm de outra origem que a nossa leitura não separa, como um número associado ao local ou um anúncio só de chamada. Das 12 contas com o recurso, 4 não tiveram nenhuma chamada nos 90 dias: duas não tinham tráfego, e as outras duas tiveram 183 e 227 cliques sem uma única chamada. Ter o botão não é ter telefonemas.
Quando o telefone compensa numa PME
Pela nossa leitura, compensa quando se verificam estas quatro coisas ao mesmo tempo:
- Há alguém que atende nas horas em que o anúncio está ligado. Cada toque no botão é cobrado como um clique. Telefone a tocar a vazio é dinheiro de anúncios perdido.
- O cliente típico decide por telefone. Canalizadores, clínicas, oficinas, serviços urgentes e orçamentos complexos. Para produtos que se compram online, o botão tira cliques a um formulário que mede melhor.
- O relatório de chamadas está ativo. A documentação da Google exige um recurso de chamada ou de local com número verificado, um indicativo de um país elegível e o relatório de chamadas ligado nas definições da conta. Sem ele, não sabe quanto durou nem quantas se perderam.
- Define o que é uma chamada boa. A Google permite contar como conversão só as chamadas acima de uma duração mínima que escolhe. Pelos nossos números, 30 segundos eliminam o ruído de 1 em cada 4 chamadas atendidas.
Como configurar em cinco passos
- Confirme o número. Tem de ser o que alguém atende de facto, e o mesmo que aparece no seu site.
- Ative o relatório de chamadas nas definições da conta, e confirme na ajuda da Google se o indicativo do seu país está na lista dos elegíveis. Não o confirmámos para todos os países.
- Programe o recurso pelo horário de atendimento. Fora dele, deixe o anúncio levar ao formulário.
- Crie uma conversão de chamadas com duração mínima. Comece por 30 a 60 segundos e ajuste depois de ver as primeiras semanas.
- Revise todas as semanas as chamadas perdidas e as de menos de 30 segundos. Se forem muitas, o problema está no atendimento ou no anúncio, não no botão.
Se ainda está a decidir quanto investir, veja quanto custa gerir Google Ads. Para melhorar quem chega ao seu anúncio, leia a correspondência de palavras-chave. E se o seu problema é atender depressa, o agente de voz com IA mostra quando faz sentido.
A Synco faz isto por si
Nas contas Google que gerimos, lemos o relatório de chamadas, separamos as perdidas das muito curtas e dizemos quando o botão de ligar está a custar mais do que traz. Se o telefone não é o seu canal, desligamos o recurso e reforçamos o formulário.
Não prometemos mais clientes: depende de quem atende, da oferta e do seu mercado. O que fazemos é medir as chamadas e pôr o botão a trabalhar só onde compensa.